



É um preservativo feito de poliuretano, fino e resistente, pré-lubrificado e que, uma vez colocado, vai fazer uma barreira que impede a entrada de espermatozóides para o útero. É eficaz na protecção das infecções sexualmente transmissíveis (IST). Este método não está actualmente comercializado em Portugal. Mas , em países como a Espanha e a França, ele encontra-se disponível e também está à venda nos aeroportos.
O dispositivo intra-uterino ( DIU )
É um dispositivo que é inserido no teu útero, por um técnico de saúde. O seu mecanismo de acção depende da interferência com a migração dos espermatozóides, com o transporte do óvulo e com a fertilização. Pode estimular ainda uma reacção “inflamatória“ no útero, que também é contraceptiva.
E como se insere?
É colocado por um técnico treinado, logo que seja excluída uma gravidez. É eficaz durante 3 a 5 anos. Deve ser sempre vigiado pelo médico e não é uma primeira escolha para mulheres que nunca tenham tido filhos. É um método muito seguro, mas pode ter alguns efeitos secundários, pois pode agravar as dores menstruais, provocar períodos menstruais muito abundantes e pode, por vezes, facilitar o aparecimento de infecções intra-uterinas.
NOTA: Para lá dos DIU com cobre, existem também DIU medicados com uma hormona (o Levonorgestrel ).Tem uma duração de 7 anos e a vantagem de diminuir o fluxo menstrual, sendo adequado para mulheres que tenham fluxos abundantes.
Que vantagens tem o DIU?
As mulheres podem contar com uma grande eficácia contraceptiva, sem que tenham que associar a contracepção a qualquer gesto diário. Não interfere com o acto sexual.
E desvantagens?
Para além de poder aumentar as dores durante o período menstrual e aumentar o seu fluxo, o DIU não protege das infecções sexualmente transmissíveis.
Contracepção hormonal injectável (injecção trimestral ou semestral)
É um método seguro, que consiste na toma de uma injecção que vai actuar com um efeito semelhante ao da pílula inibindo a evolução. Cada injecção deve ser tomada de 12 em 12 semanas, ou por outro período que o médico determinar.
A sua eficácia é grande e é muito utilizado no pós-parto imediato. Este método pode ter alguns inconvenientes como perdas de sangue frequentes ao longo do ciclo e após várias administrações, ausência da menstruação. Do mesmo modo que, caso queiras engravidar, tens que esperar que o seu efeito seja anulado. Não protege das infecções sexualmente transmissíveis.
É um dispositivo de borracha que tem um aro flexível e que quando se coloca na vagina impede que os espermatozóides, alcancem o útero. É um método contraceptivo que não tem efeitos sistémicos indesejáveis. Necessita, no entanto, da intervenção de um médico que avalie a medida correcta do cólo do teu útero e te ensine e oriente sobre os cuidados a ter. Pode constituir um problema para aquelas mulheres que não têm facilidade em tocar o seu corpo. Por outro lado, a sua segurança é relativa. A sua eficácia aumenta usando em simultâneo um espermicida.
Actualmente é muito difícil encontrar à venda em Portugal. Dá pouca protecção em relação às IST.
Podem ser encontrados em forma de cremes, sprays, geleias, óvulos e esponjas cervicais. É introduzido na entrada do cólo do útero, e deve ser aplicado 5 a 10 minutos antes do acto sexual genital, excepto as esponjas / tampão contraceptivo que podem ser inseridas horas antes. É um método contraceptivo que age químicamente inactivando o esperma.
Os efeitos indesejáveis conhecidos prendem-se com a possibilidade de causarem alergias. É um método pouco seguro que deve ser usado em combinação com outros métodos contraceptivos. Tem pouca protecção em relação às IST.
O adesivo é uma forma recente de contracepção, mas com eficácia igual a dos anticoncepcionais orais, entre 99,3% a 99,6% (o risco de uma gravidez fica entre 0,4% a 0,7%). O que, talvez possa gerar dúvida entre as mulheres é se a aderência sobre a pele é mesmo segura.
Como usar ?
Em uma embalagem vêm três adesivos, um para cada semana (num total de 21 dias). Ou seja, a mulher inicia o método no primeiro dia de menstruação e fica com o contraceptivo colado à pele por sete dias consecutivos. No fim da terceira semana, ele é retirado e a mulher fica sete dias sem usar para que ocorra a menstruação.
Quais são as vantagens?
A vantagem do anticoncepcional adesivo é que os hormonais (estrogênio e progestagênio) caem directamente na corrente sanguínea, óptimo para quem possui intolerância via oral. É mais seguro, porque não diminui sua eficácia quando ocorre vómito e diarreia. "Como não é oral, não passa pelo fígado, não ocasionando problemas gastrointestinais", explica o ginecologista.
Este método também é eficiente para as mulheres que esquecem de tomar as pílulas. "É muito indicado para as jovens, que esquecem mais frequentemente que as mulheres adultas", diz.
Se a mulher pára de usar o adesivo, ela retoma a fertilidade, podendo engravidar, diferentemente do método injectável trimestral, em que a mulher volta a fertilidade normal após seis meses. "O efeito contraceptivo só se faz para o mês em que ela usar o adesivo".
Outro factor positivo deste método é que ele, assim como a grande parte das pílulas orais, é um pouco androgênico. Isso significa que o contraceptivo possui um pouco de hormonas masculino, que favorece a libido . "É bem pouca quantidade, mas ajuda na sexualidade da mulher", explica.
E as desvantagens?
A desvantagem é que se a mulher tem dor de cabeça ao usar pílulas orais é bem provável que ela sinta a mesma coisa com o adesivo. Podem ocorrer, também, pequenos sangramentos fora do intervalo, no início.
No mercado, existe uma única marca e o preço é um pouco maior do que as pílulas orais. Por isso, muitas mulheres ainda preferem as pílulas.
O anel vaginal é constituído por anel flexível impregnado de hormonas que são lentamente libertadas e absorvidas para a corrente sanguíne.a
Como funciona?
O anel liberta dois tipos de hormonas de uma forma contínua que são absorvidas para a corrente sanguínea. As hormonas libertadas evitam que se liberte os óvulos dos ovários e assim se d~e a fecundação.
Efeitos secundários:
Não é normal acontecerem efeitos secundários, mas poderá dar náuseas, vómitos ou hemorragia vaginal.
Quando começar a aplicar?
Se não está a usar um outro método hormonal o anel deverá ser colocado durante o período mentrual. Durante o primeiro mês deverá haver precauções extra para não engravidar.
Se já usava um método hormonal combinado (pílula com estrogénio e progestagénio) deverá aplicar o anel no dia em que começaria a tomar uma nova embalagem.
Se usava um método hormonal contendo apenas progestagénio a aplicação deverá ser feita no dia seguinte a parar de tomar a pílula.
Acidentes:
Se o anel saiu acidentalmente da vagina ele poderá ser colocado novamente depois de lavado com água morna. Mas se esteve mais de 3 horas fora da vagina a eficácia poderá estar afectada e neste caso será recomendável usar um outro método de contracepção barreia (preservativo), especialmente se o facto se deu na primeira semana.
Se houve esquecimento de colocar o anel na vagina após o intervalo de 7 dias, ele deverá ser colocado o mais depressa possível e observar medidas de precaução (uso de preservativo) na primeira semana.
Se houve esquecimento de tirar o anel no dia certo a eficácia mantém-se. Deverá retirar-se o anel e fazer o descanso normal de uma semana.
Vantagens:
Os perigos de esquecimento de tomas são minimizados, uma vez que só há que trocar uma vez por mês.
No caso de algum dos métodos falhar, é importante que saibas que existe um método dito pós-coital (de uso após uma relação de risco), também conhecida como a "pílula do dia seguinte". Não é propriamente um método contraceptivo, mas sim um recurso disponível se existir alguma falha na utilização de um método contraceptivo e se se verificar a possibilidade de gravidez.
Se for utilizada de forma correcta e apenas pontualmente, em situações especiais, não traz riscos para a tua saúde e pode prevenir, com muita eficácia, uma gravidez indesejada.
A contracepção de emergência é utilizada há cerca de 20 anos em muitos países do mundo e foi considerada segura para a saúde da mulher pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por muitas outras Agências Mundiais de Saúde.
O direito ao acesso à contracepção de emergência, assim como aos outros métodos, está garantido na Constitutição Portuguesa e nas Leis n.º 3/84; 120/99 e 12/2001.
A Lei determina que todas as pessoas tenham direito ao acesso a consultas de planeamento familiar, independentemente da sua idade. Os diversos métodos contraceptivos devem ser fornecidos gratuitamente nos centros de saúde e hospitais públicos.
A contracepção de emergência pode ser usada depois de se ter relações sexuais desprotegidas ou quando o método que usaste falha (quando o preservativo se rompe, quando houve esquecimento da pílula, ou depois de uma situação complicada como é uma violação ou uma relação sexual não desejada), por forma a evitar uma gravidez. Deve tomar-se o mais cedo possível, dentro de 72 horas após a relação sexual. A contracepção de emergência está disponível em Portugal, sem receita médica. Se precisares de a utilizar, recorre a um Centro de Atendimento para Jovens, a um Centro de Saúde ou a um Gabinete de Apoio à Sexualidade juvenil do IPJ .
Existem dois novos métodos em termos de contracepção
O penso contraceptivo é um contraceptivo que é um autocolante. Tem a mesma eficácia da pílula e o mesmo modo de actuação, é aplicado em cima da pele e não tem a inconveniência dos habituais esquecimentos.
É um adesivo que liberta hormonas através da pele. Estas entram na corrente sanguínea, impedindo a ovulação.
Como é que se usa ?
Coloca-se durante três semanas consecutivas e, tal como na pílula, descansa-se na quarta semana, quando se dará a hemorragia de privação. Pode ser colocado e retirado quando se quiser; quando se retira termina a protecção contraceptiva e pode haver uma hemorragia. Este adesivo pode ser colocado nas nádegas, no abdómen, no dorso superior ou no antebraço. Quanto aos efeitos secundários, são os mesmos que a pílula apresenta.
Só pode ser adquirido mediante prescrição médica.
O outro método, também mais ou menos recente, é um método contraceptivo de longa duração que utiliza apenas um progestativo (hormona, semelhante à progesterona ).
Trata-se de um bastonete / implante que tem uma colocação mesmo por baixo da pele (implante intradérmico) e que vai libertando gradualmente e de forma contínua uma substância que se chama Etonogestrel. Este método contraceptivo, se for inserido no primeiro dia do ciclo, dá uma elevada eficácia contraceptiva desde as primeiras 24 horas e prolonga-se durante 3 anos. Tal como outros métodos hormonais progestativos, provocam alterações do ciclo menstrual e ao fim de algum tempo - cerca de 6 meses a um ano- a mulher pode deixar de menstruar. Entretanto, se se remover o implante, a normalização do ciclo surge quase de imediato, tal como a fertilidade.